Menino de 8 anos foi encontrado a 500 metros de casa no meio do mato após sair para buscar ajuda; primos seguem desaparecidos no MA

Buscas por irmãos desaparecidos em Bacabal entram no 12º dia com reforço de outros estados Anderson Kauã, de 8 anos, primo de Ágatha Isabelly, de 6, e de A...

Menino de 8 anos foi encontrado a 500 metros de casa no meio do mato após sair para buscar ajuda; primos seguem desaparecidos no MA
Menino de 8 anos foi encontrado a 500 metros de casa no meio do mato após sair para buscar ajuda; primos seguem desaparecidos no MA (Foto: Reprodução)

Buscas por irmãos desaparecidos em Bacabal entram no 12º dia com reforço de outros estados Anderson Kauã, de 8 anos, primo de Ágatha Isabelly, de 6, e de Allan Michael, de 4 anos — desaparecidos há mais de 10 dias em Bacabal (MA), foi encontrado a cerca de 500 metros da chamada “casa caída”, localizada em área de mata fechada, próxima às margens do rio Mearim, no interior do estado. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp O menino relatou às equipes do Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes (IPCA) que deixou os dois primos no local e saiu em busca de ajuda. Anderson foi encontrado no dia 7 de janeiro por produtores rurais que passavam pela região. A presença das três crianças na área foi indicada por cães farejadores que integram a força-tarefa responsável pelas buscas por Ágatha Isabelly e Allan Michael há quase duas semanas. Apesar do nome, a “casa caída” trata-se de um abrigo simples, construído com barro, troncos de madeira e cobertura de palha. Ela está localizada na comunidade São Raimundo, na zona rural de Bacabal. Os cães farejadores identificaram que Ágatha Isabelly, Allan Michael e o primo deles, Anderson Kauã, de 8 anos - resgatado no dia 7 de janeiro, estiveram na casa, chamada pelos policiais como "casa caída", localizada no povoado São Raimundo, na zona rural de Bacabal (MA). Divulgação/ SSP Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), há pelo menos outras quatro casas nas proximidades, entre elas a de um morador da região e a do carroceiro que encontrou Anderson. A criança que passou quatro dias desaparecido junto com outros dois primos, percorreu cerca de quatro quilômetros em linha reta desde o local onde foi visto pela última vez até a área onde foi localizado. Como é a “casa caída”? Veja como é a 'casa caída' onde crianças desaparecidas há 13 dias estiveram no MA A “casa caída” fica a cerca de 3,5 km, em linha reta, da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, onde as crianças desapareceram. No entanto, considerando os obstáculos naturais, como trilhas, lagoas e áreas de mata, o percurso até o local pode chegar a aproximadamente 12 km. O abrigo, que pode servir como ponto de parada para pescadores, está localizado às margens do rio Mearim. Dentro da estrutura foram encontrados um colchão, botas e um banco. De acordo com o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, não havia indícios da presença de outras pessoas no local, e os cães farejadores identificaram exclusivamente o cheiro deixado pelas crianças. Ainda segundo o secretário, as casas da região são utilizadas para plantio e pesca, e seus proprietários possuem residência fixa em Bacabal. A investigação não detalhou se essas pessoas serão ouvidas ou se passarão a ser investigadas. O secretário informou ainda que os cães desceram uma ribanceira e circularam próximo a um lago durante as buscas. Novos vestígios não foram encontrados, e o trabalho agora avança para um perímetro mais amplo. 'Casa caída' teria sido um dos locais que as crianças estiveram no Maranhão Divulgação/ SSP Buscas chegam ao 13º dia As buscas pelos irmãos entraram no 13º dia nesta sexta-feira (16). Mais de 500 pessoas entre agentes de forças de segurança e voluntários trabalham nas buscas. As equipes continuam as buscas em trilhas, caminhos e veredas próximas ao povoado, em áreas que podem ter sido percorridas pelas crianças. O trabalho tem sido feito por quadrantes - que tem cerca de 90 mil metros quadrados, para garantir uma varredura minuciosa na área delimitada. ➡️ Ao todo, são 45 quadrantes, dos quais 25 já foram totalmente vistoriados. A estratégia foi definida com base em um triângulo formado pelo ponto onde as crianças saíram, o local onde roupas foram encontradas e onde um dos meninos foi visto pela última vez. 📲 Para monitorar as rotas percorridas, os bombeiros e voluntários usam um aplicativo de geolocalização para mapear as rotas percorridas pelas equipes e localizar agentes ou voluntários caso alguém se afaste do grupo. LEIA TAMBÉM: APLICATIVO AJUDA NAS BUSCAS: Equipes ampliam área de buscas por crianças desaparecidas em Bacabal, MA, com apoio de aplicativo ANGÚSTIA: Mãe de crianças desaparecidas no Maranhão vive dias de angústia: 'Dor que não desejo para ninguém' CRONOLOGIA DO CASO: Crianças desaparecidas no Maranhão UM MENINO FOI ENCONTRADO: Menino desaparecido em Bacabal e encontrado nu não sofreu violência sexual, apontam exames A operação recebeu reforço de outros estados na quarta-feira (14) com a chegada de sete bombeiros do Pará, com dois cães farejadores e outros cinco bombeiros do Ceará também desembarcaram com mais quatro cães. Na madrugada de quinta (15), a cadela farejadora Iara, que integrava a equipe do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará e faria parte da força-tarefa, morreu enquanto se deslocava do Ceará para o Maranhão. Um aplicativo de geolocalização é usado para mapear as rotas percorridas pelas equipes e localizar agentes ou voluntários caso alguém se afaste do grupo. Reprodução/ TV Mirante Entre profissionais envolvidos estão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Municipal, Exército Brasileiro e voluntários. Paralelamente às buscas, a Polícia Civil segue com as investigações para reunir informações que possam ajudar na localização de Ágatha e Allan. O Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes (IPCA), ligado à Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, está em Bacabal desde domingo (11). A equipe multidisciplinar do IPCA conta com psicólogo e assistente social, responsáveis por perícias psicológicas e sociais e por ouvir familiares das crianças. Veja cronologia do caso Infográfico - Cronologia crianças desaparecidas no Maranhão Arte/g1