Vereador de Colinas preso pela PF passa por audiência de custódia em São Luís
Vereador de Colinas passa por audiência de custódia após prisão
Vereador de Colinas passa por audiência de custódia após prisão
O vereador de Colinas e investigador da Polícia Federal, Gaudêncio Neto (PSB), passou por audiência de custódia nesta terça-feira (29). Ele foi preso na segunda-feira (28), durante a Operação Habeas Votum, da Polícia Federal (PF), que investiga suspeitas de coação eleitoral, estupro, ameaça e abuso de autoridade contra uma mulher no município.
Gaudêncio Neto foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. A audiência foi realizada por videoconferência, já que o investigado está na sede da Polícia Federal, em São Luís.
A audiência de custódia serve para verificar a legalidade da prisão e avaliar quais medidas podem ser adotadas pela Justiça.
Além de Gaudêncio Neto, o delegado da Polícia Civil Wlisses Alves também foi preso durante a operação.
SAIBA MAIS: Quem são delegado e vereador alvo de operação no MA por estupro e coação eleitoral
O vereador de Colinas e investigador da Polícia Federal, Gaudêncio Neto (PSB), passou por audiência de custódia nesta terça-feira (29)..
Reprodução/Redes Sociais
Entenda o caso
A Operação Habeas Votum cumpriu dois mandados de prisão temporária, três de busca e apreensão em residências e dois de busca pessoal. A Justiça também determinou o afastamento de Gaudêncio Neto e Wlisses Alves das funções públicas e a suspensão do porte de arma.
Segundo a PF, a vítima e os investigados apoiavam candidaturas diferentes nas eleições de 2026. A investigação aponta que a mulher teria sofrido violência sexual e ameaças para que interrompesse manifestações políticas feitas nas redes sociais.
Gaudêncio Neto é investigado por suspeita de coação eleitoral. Já o delegado Wlisses Alves, além de ser investigado por coação eleitoral, foi denunciado por estupro.
O vereador de Colinas e investigador da Polícia Civil Gaudêncio Neto (PSB) e o delegado Wlisses Alves presos em operação da Polícia Federal
Reprodução/Redes Sociais
De acordo com a Polícia Federal, a suspeita de que as intimidações estejam relacionadas às divergências político-eleitorais e ao possível uso abusivo de função pública fez com que o caso passasse a tramitar sob supervisão da Justiça Eleitoral.
As medidas determinadas pela Justiça buscam preservar provas, impedir a possível continuidade das condutas investigadas e proteger a vítima e outras pessoas envolvidas no caso.
Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes de coação eleitoral, estupro, associação criminosa armada, ameaça e abuso de autoridade. Outras possíveis infrações também poderão ser identificadas durante a investigação.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam e que as responsabilidades de cada envolvido serão apontadas somente após a conclusão das diligências.
O que diz a Secretaria de Segurança Pública?
Ao g1, a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informou que acompanha o caso e que as determinações judiciais estão sendo integralmente cumpridas, incluindo o afastamento do delegado.
A vítima prestou depoimento na Casa da Mulher Brasileira e está recebendo o suporte e o atendimento especializado necessários. Ainda segundo a secretaria, o órgão diz que não compactua com desvios de conduta por parte de integrantes do Sistema de Segurança Pública e vai adotar todas as providências administrativas cabíveis, nos termos da legislação.
Além disso, a secretaria informou que permanece à disposição da Polícia Federal e das demais autoridades responsáveis pela investigação para prestar toda a colaboração necessária ao esclarecimento dos fatos.